A arte na história

A criação de arte está intimamente ligada à representação dos modos de existir de acordo com o tempo e o espaço. Cada povo, em sua localização e seu momento histórico, representa por meio da arte suas formas de vida e suas visões de mundo. Os antigos pintavam nas cavernas representando suas relações com os seres, os animais e a a natureza, bem como suas atividades de caça e pesca.

arte rupestre é compreendida como o amplo conjunto de desenhos, pinturas e inscrições realizadas pelo homem durante a Pré-História, este tipo de manifestação artística foi encontrado no interior de cavernas e em superfícies rochosas marcadas pela presença humana.

Arte em rocha (África do Sul)
Arte em rocha, África do Sul

Na Grécia Antiga, com o surgimento da pólis, a vida em comunidade e o início do pensamento filosófico, a arte passa a representar a beleza, representada por grandes construções arquitetônicas como templos, teatros, ginásios, estátuas e praças. As obras se destacavam por sua relação proporcional exata, além de muitas delas representarem a mitologia grega.


Partenon (Grécia Antiga)
Partenon, Grécia Antiga

O período da Idade Média, a arte no ocidente passou a valorizar o espírito e o sagrado, transmitindo a ideia de Deus como o centro do universo. Desse modo, a arte foi caracterizada pelo uso de abóbadas (construção em arcos) e grandes torres para demonstrar o poder do sagrado sobre as pessoas.


Giotto, 1300

Com a reforma protestante, a Igreja deixa de ser o foco principal, entre os anos de 1300 a 1650 ocorre um período de mudanças nas artes, ciência e literatura, chamado de Renascimento. Este período valoriza muito mais o homem e a natureza, em oposição ao divino e ao espiritual, há um retorno as artes greco-romanas como referência. A arte deste período é caracterizada pela racionalidade, rigidez, perfeição, simplicidade, uso de contraste, foco no corpo humano e na tentativa de representar as coisas como são vistas na realidade.


Botticelli (1485)
Botticelli, 1485

Romantismo foi o período entre o final do século XVIII e o século XIX, marcado por fortes mudanças sociais, políticas e culturais, tais como a Revolução Industrial e a Revolução Francesa.  Os artistas procuraram se libertar das tradições acadêmicas, defendendo a livre expressão e a personalidade artística, tendo como características principais a valorização dos sentimentos e da imaginação, a dramaticidade, a história de vida das pessoas e a expressão da natureza revelando emoções humanas.


Eugène Delacroix (1827)
Eugène Delacroix, 1827

Nas primeiras décadas do século XX, com novas mudanças sociais e políticas, a arte se tornou um reflexo de diferentes formas de vida. Surgiram uma série de movimentos estéticos renovadores, correntes que já tinham sido iniciadas por artistas impressionistas e pós-românticos, que caminharam para novas maneiras de se conceber e fazer arte. Na música surgiram movimentos como o Realismo, Futurismo, Dodecafonismo, Serialismo, Concretismo, Dadaísmo, entre outros.


Jean-Michel Basquiat (1981)
Jean-Michel Basquiat, 1981

Olhar para a arte nos possibilita uma compreensão mais ampla sobre a vida, percebendo melhor como estamos vivendo e para onde possivelmente estamos indo. Quando percebemos nossos modos de vida, podemos repensar sobre eles e criar novos modos de ser e de se expressar no mundo.

"A arte diz o indizível,
exprime o inexprimível, traduz o intraduzível"
(Leonardo da Vinci)


Por Bruno Carrasco, psicoterapeuta que atua em favor da valorização de cada pessoa em sua singularidade, lidando com suas dificuldades e ampliando suas possibilidades de ser.
A arte na história A arte na história Revisado by Trilhando Autonomia em 16:29:00 Avaliação: 5
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