Estágios existenciais

Estágios existenciais

Os estágios existenciais são momentos que atravessamos em nossa caminhada pessoal, para nos desenvolver, para a nossa liberdade de ser.

Cada momento representa o modo como nos relacionamos com nós mesmos, com outras pessoas e com as situações, onde partimos da condição de condicionamento guiado por referências externas para a experiência da autonomia e a construção de si.

O primeiro estágio é quando vivenciamos a alienação e obediência não percebidas, que por não serem percebidas também não são questionadas. Enquanto vivemos condicionados em função de regras alheias a nossa vida é um reflexo da maneira como fomos ensinados.

O segundo momento ocorre quando tomamos consciência da condição em que estamos, quando percebemos que seguimos um caminho condicionado que não o escolhemos conscientemente. Muitas vezes nos sentimos chocados ao perceber a condição de condicionado.

Após isso, no terceiro momento, nos abrimos para perceber outras possibilidades de escolha, outros modos de viver a vida. Passamos então a ir em direção de escolher outros modos de ser, diferentes dos que estávamos seguindo, contrariando nosso condicionamento.

Quando passamos a fazer escolhas que nos levam a novas possibilidades, é o quarto momento, representa o início da construção de uma existência. Escolhemos e nos afirmamos em um novo caminho e passamos a defender e valorizar a nova escolha, nossa energia de vida está totalmente focada nessa escolha, pois nos sentimos pela primeira vez autônomos para escolher.

Depois disso, no quinto momento, passamos a perceber as consequências da nova escolha que fizemos, o que nos faz sentir responsáveis por ter escolhido. Já não somos mais os mesmos, fomos transformados por nossa escolha, e passamos a buscar meios para lidar com essa nova situação.

O sexto momento é quando percebemos que podemos nos desvincular da primeira escolha que fizemos, que podemos escolher outras, e além disso podemos criar nós mesmos os nossos caminhos e mudar de decisão na caminhada. Nos percebemos inteiramente construtores e responsáveis por nós mesmos, vivendo a própria vida da maneira que escolhemos.

Deste modo, nos desenvolvemos seguindo para uma vida mais fluida e autônoma, onde nos sentimos livres para ser como quisermos e responsáveis por nossas escolhas.


Por Bruno Carrasco, psicoterapeuta que atua em favor da valorização de cada pessoa em sua singularidade, lidando com suas dificuldades e ampliando suas possibilidades de ser.

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